segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
BREVE HISTÓRICO DA SEXUALIDADE

A Organização Mundial define como sexualidade:" Uma energia que nos motiva a procurar um amor,contato, ternura,intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, tocamos e somos tocados,é ser sensual e ao mesmo tempo sexual,ela influencia pensamentos e sentimentos.
A sexualidade é um assunto que causa receio em muitos ao ser abordado pois, mesmo com todas as liberdades alcançadas sobre o assunto, ainda hoje encontra-se certa dificuldade em expor idéias e opiniões .Ela se transformou em uma necessidade humana agora melhor compreendida.Nos primórdios a sexualidade era ligada somente a reprodução para que a espécie fosse perpetuada por um casal,para o filosofo e pensador Foucault essa seria uma hipótese repressiva,o que hoje podemos dizer mais livremente que concordamos.Para a psicanálise a sexualidade é o centro do comportamento dos humanos. Freud foi um dos primeiros a dizer que as crianças eram dotadas de sexualidade e que se automanipulavam em busca de prazer. Seus estudos contribuíram imensamente para o avanço da história da sexualidade.
Muitas formas de regular a sociedade em relação ao sexo aconteceram e um exemplo disso foi o surgimento da população com problemas econômicos ,sendo assim necessário analisar taxas de natalidade, idades para se casar entre outros quesitos.Ao pensar em todas essa proposições o sexo foi assinalado como perigo, e até hoje é tratado assim por pessoas com costumes mais recatados.
Na idade média, muitos conceitos mudaram principalmente no que diz respeito à sexualidade feminina, onde o padrão imposto pela sociedade cristã era mais forte e detinha o poder de julgar da época.Santo Agostinho é um dos responsáveis pelo pensamento que a sexualidade até mesmo dentro do casamento é mau.No livro de Gêneses da Bíblia a mulher é vista como precursora da tentação do homem, como sexo, prazer e carne.Por esse motivo o certo era ser tratada como submissa e reprimida.
No século XIX houve o combate e a repressão aos desejos sexuais, mas mesmo assim abria-se um espaço maior a sexologia. Em meados do século XX Freud surgia com mais especulações a respeito da sexualidade.Já no século XXI a sexualidade passa a ser mais natural, não deixando mesmo assim de ser tratada como pecado por alguns , mas com tabus diferentemente encarados.
TABUS SEXUAIS

Virgindade: Esse quesito só é mantido por grupos conservadores e religiosos fervorosos .Hoje independente da zona rural ou urbana a iniciação na vida sexual é cada vez mais cedo.As meninas perceberão que não é preciso guardar o que antes era visto como o melhor de si:a pureza, para ser simplesmente mãe, agora elas procuram novos horizontes e isso inclui a satisfação sexual.
Sexo anal: Esse tabu ainda não foi derrubado. Os homens não desejam insanamente ter relação anal com suas respectivas mulheres, mas tudo indica que pelos últimos acontecimentos, e a grande gama de informações que estão sendo divulgadas a respeito de como conseguir ter tal relação, as coisas mudem e pode ser que venha a ser mais um tabu derrubado.
Casas de swing: Essa prática ainda não aceita por todos os casais, tem ganhado sim mais espaço na vida sexual dos casais, que vão a esses lugares em busca de novas experiências, sexo a três, voyeurismo ou o mais comum a troca de casais. Há regras que devem ser seguidas como o não beijo na boca e não passar telefones pra contato para terceiros.Só se tornaria um tipo de perversão se os casais só encontrassem prazer com essa prática.
Incesto: O maior dos tabus, ainda não se vê com bons olhos a relação entre pessoas da mesma família mesmo que esses não tenham laços sanguíneos, como madrastas e enteado.
Abstinência: A mídia é a principal responsável pelo enfoque de que sexo é vital para a felicidade, mas esse não é o total responsável por ser feliz. Pode sim haver formas de felicidade sem que haja o sexo envolvido.
Masturbação feminina: Ainda não é bem visto a mulher que se masturba pelo fato de que antigamente a masturbação ser encarada como perda de capacidade reprodutiva, mesmo que depois de algum tempo os cristãos passaram a aceitar a masturbação em presos e homossexuais que assim evitariam um mal maior.Porém a mulher que não conhece seu próprio corpo demora muito mais para obter prazer em uma relação sexual do que as que se tocaram no período de adolescência.
Traição feminina: A cobrança de fidelidade ainda continua maior sobre as mulheres, mesmo assim elas ainda praticam a “escapadinha”, mas acabam com medo de não corresponder às expectativas do marido e acabam o caso ou o casamento dependendo da intensidade dos acontecimentos. ( mulher é sempre mais sentimental)
Sex shop: A visita de mulheres a esses ambientes sempre ocorre em bandos, ou com amigas, ou com gays.Elas tem ainda receio de utilizar os adereços com os maridos, para que esses não se ofendam.Mesmo assim adquirem cada vez mais os utensílios para uso próprio pela internet e locais mais discretos.
Sexo no 1° encontro: Esse tabu ainda se concentra somente na cabeça feminina. Tudo depende de suas intenções para com o pretendente se ela quer algo só pra curtir não verá mal algum em partir rumo a um motel, mas se ela pretende algo sério com o rapaz, com certeza inventará desculpas pois ainda há o vínculo entre amor e sexo muito forte na mente feminina que nem sempre consegue separá-lo.
Sexo na velhice: Atualmente como os jovens sabem de sua capacidade e tendência a viverem mais que seus avós e pais, andam se preparando para estarem ativos sexualmente ainda com 70 , 80 anos.Mas antigamente sexo na velhice era visto como “sem-vergonhice”,já que não se pode mais reproduzir não deveriam mais praticar.
Carícias entre pessoas do mesmo sexo: Não é mais tabu, hoje mulheres encontram-se com amigas, não para manter relações sexuais, mas para ter um certo tipo de intimidade que não encontram com seus parceiros ou tem preferência por alguém que entenda onde você quer chegar.Tudo em nome da busca pelo prazer.
HISTÓRIA DA PROSTITUIÇÃO

Por prostituição podemos entender a troca de favores sexuais com ou sem sentimentos envolvidos remunerada ou não financeiramente, por bens materiais e até mesmo por promoção individual.A prostituição não é de certo a profissão mais antiga do mundo mas existe desde muito tempo atrás, e acontecia com meninas de algumas sociedades antigas como ritual de iniciação mostrando que essas haviam atingido a puberdade.
Prostitutas também já foram consideradas sagradas em alguns pontos da história e a prostituição era exercida por mulheres de altas classes sociais, muito bonitas e inteligentes. Já foram muito admiradas pelo que faziam mesmo pagando para que pudessem exercer tal profissão.
Assim como conhecemos a prostituição também já foi causa de muitas mortes, penas severas e repressões em outras sociedades mais antigas. A igreja nos primórdios e até hoje se posiciona totalmente contra a prática o que ainda determina o motivo de haver tanto preconceito e opiniões adversas sobre a legalização ou não da tal.
Não se pode esquecer que a prostituição trás males memoráveis a sociedade como a disseminação da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis causadas pelo sexo desenfreado e desprotegido que cresce assustadoramente desde meados do século XX em nosso país e no mundo.
A prostituição chegou a patamares exorbitantes com a presença de uma nova ferramenta, a internet. Com o avanço da tecnologia tudo acaba se tornando mais fácil, conseguir clientes, fazer propaganda, marcar encontros enfim há prostituição até mesmo sem precisar sair de casa.
Os motivos pelos quais as mulheres se tornavam prostitutas antigamente, arrisco a dizer que não são diferentes dos que transformam as mulheres atuais em praticantes também, podemos citar a pobreza, a iniciação natural,a perda de status, por pressão familiar, pra custear sua própria educação.
QUEM PROCURA AS PROFISSIONAIS E PORQUE?

Em meio à enorme pesquisa levantada para falar sobre o assunto já citado, assisti a vários vídeos de depoimentos das próprias profissionais e a entrevista com a tão conhecida “Bruna surfistinha” me chamou a atenção quando ela define o perfil dos homens que a procuravam. A maioria deles eram homens casados e carentes que buscavam algo a mais com mulheres da rua. Pensando nisso procurei a fundo e fiz reconhecimento de tais motivos para que os homens procurem esse serviço.Uma das questões que me surpreenderam foi o fato de os homens se sentirem livres pra fazer o que desejam no sexo com prostitutas e não se sintam assim com suas respectivas mulheres, com o pagamento eles não se sentem responsáveis por proporcionar prazer e não ficam receosos com qualquer tipo de cobrança o que não acontece com as esposas.Não há a expectativa do telefonema do dia seguinte e nem de demonstrar qualquer tipo de interesse ou paixão pelas profissionais. Abaixo estão os motivos mais encontrados:
Demonstração de poder: alguns homens possuem a fantasia de possuir uma mulher sem que ela o deseje, por isso a procura das profissionais do sexo.
Necessidade: sim a história do virgem de 40 anos existe, homens que não conseguem parceiras sexuais normalmente recorrem a prostitutas em casos extremos.
Deficiências: Homens acometidos por algum tipo de deficiência física ou leves retardos mentais são discriminados e não conseguem sexo de forma natural.
Repressão dos desejos: homens que gostam de experimentar coisinhas novas, como o famoso “fio-terra” e sexo vestidos de mulheres às vezes sentem-se envergonhados e procuram as prostitutas para que realizem as fantasias.
Auto- afirmação: são aqueles “Maria vai com as outras” que vão na onda dos amigos e só procuram pra não ficar por baixo dos amigos.
Falta de sexo em casa: homens que não encontram em suas parceiras a satisfação sexual recorrem ao serviço da prostituição, é bem aquele lema, “quem não dá assistência perde pra concorrência.”
Praticidade: homens possuem testosterona o que deixa a libido deles aumentada quase todo o tempo, por conseqüência sexo,sexo e sexo, quanto mais melhor, pra isso servem as prostitutas, saciar as suas vontades.
Definição de Profissionais do Sexo segundo o Ministério do Trabalho
III - Áreas de atividade
A -Batalhar programa
B - Minimizar vulnerabilidades
C -Atender clientes
D - Acompanhar clientes
E - Administrar orçamentos
F - Promover a organização da categoria
G -Realizar ações educativas no campo da sexualidade
IV - Competências
1 - Demostrar capacidade de persuasão
2 - Capacidade de expressão gestual
3 - Demostrar capacidade de realizar fantasias eróticas
4 - Agir com honestidade
5 - Paciência
6 - Planejar o futuro
7- Prestar solidariedade aos companheiros
8 - Saber ouvir
9 - Demostrar capacidade lúdica
10 - Respeitar o silêncio do cliente
11 - Capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 - Ética profissional
13 - Manter sigilo profissional
14 - Não cortejar o companheiro de colegas de trabalho
15 - Proporcionar prazer
16 - Cuidar da higiene pessoal
17 - Conquistar o cliente
V - Recurso de Trabalho
*Guardarroupa de batalha
*Preservativo masculino e feminino
*Cartão de visita
*Documento de identificação
*Gel lubrificante à base de água
*Papel higiênico
*Lenços umedecidos
*Acessórios
*Maquiagem
*Àlcool
*Celular
*Agenda
Fonte: www.mte.gov.br
Sexo, Gênero, Sexualidade e Construção Social. 1/4
Ao longo das postagens nesse blog acompanhamos posts com curiosidades sobre sexo, mulheres, prostituição e outras minorias discriminadas como travestis, gays e lésbicas. O tema sexualidade, em geral, é repleto de tabus e isso torna o tema muito desafiador.
Sexo tem um estigma social principalmente relacionado à ação da religiosidade – herdado da cultura tradicional judaico-cristã orientada no Ocidente – que tolhe o gênero humano de lidar tranquilamente com uma dimensão de sua existência. Falar sobre mulheres também é complicado uma vez que se percebe uma ação de dominação que buscou transformar mulheres em seres submissos e inferiores. Esses são uns dos motivos para que o tema prostituição tenha vindo à tona.
Nota-se que é necessário criar um espaço de discussão, um espaço cujo intuito é dar voz a quem não tem efetivos mecanismos de fala em sua comunidade. Principalmente em relação as prostitutas que são mulheres que fazem parte sim da sociedade, por mais que “tentem ignorá-las, escondê-las, empurrá-las para o gueto, para a marginalidade, elas têm engendrado esforços para falar em uma linguagem que a esfera pública compreenda com o propósito que sua profissão seja reconhecida e que seus direitos básicos sejam respeitados” (Xavier, 2008).
Este trabalho será baseado em uma pesquisa etnográfica relacionada à análise do discurso das profissionais do sexo sobre a legalização de seu trabalho, desenvolvido pelo pesquisador Sandro Xavier, que atualmente leciona na Universidade de Brasília.